sábado, 22 de junho de 2013

Que país é esse?

"Nas favelas, no senado, tem sujeira pra todo lado.
Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação."

Que pais é esse? Há muito tempo os cidadãos deixaram essa questão de lado, ou se faziam, faziam calados. Agora soa nas redes sociais o "grito" de "o brasil acordou", vozes que tomaram as ruas e alcançaram um primeiro objetivo na cidade de São Paulo. Mas é doravante?

A foto acima representa pra mim um povo que há muito não se sente representado pelo seus governantes, escolhidos num sufrágio popular e que pela constituição deveria representar aqueles que os elegeram. Tomaram não somente o Congresso Nacional, também as vultosas Ponte Estaida e a Avenida Paulista, cartões postais do país. Vociferam contra o descaso do governo e da manipulação da mídia.

Exitem muitas pautas para serem discutidas. O país está longe de ser uma boa nação, mas está aberto o precedente. Os cidadãos assumiram seu papel na sociedade, começou nas ruas, porém, as mudanças não virão delas, mas sim do desacreditado poder público. Cabe agora a nós sabermos assumir nossa responsabilidade na nossa democracia.

Os movimentos não devem cessar, mas devem tomar forma, devem ter objetivos e propostas claras. O Brasil não mudará em meio ao caos, a atenção que o povo precisava nós já temos, espero que saibamos utilizá-la bem.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Como seria o mundo sem MC Donald's?

Não acompanhei a política esta semana que findou, porém, vou expor aqui um pensamento antigo que voltou a voga na minha mente essa semana. É apenas uma análise superficial de como nossa economia funciona e de como poderíamos modificá-la para melhorar nossa sociedade.

Nossos atuais regimes político e econômico são a democracia e o capitalismo, que vem se "entendendo" no controle das nações nas altas cúpulas de cada um deles e deixando a merce de suas vontades a maioria das pessoas do mundo. Mudar esse Modus operandi é praticamente uma utopia, mas é uma das formas que vejo como uma possível mudança positiva para o mundo.

Com a recente crise europeia a mídia questionou o atual modelo de mercado onde em suma o capitalismo é maior e mais poderoso do que a política - com a ressalva que ambos atuam intrinsecamente envolvidos, sendo difícil definir o limítrofe de onde termina um e inicia o outro.

As grandes corporações controlam o mercado a seu proveito, influenciam os consumidores a aderir e comprar seus produtos através da propaganda e assim lucram. Os governos, pressionado pelo seu poder ou mesmo atuando por ele, toma decisões, decreta leis e faz modificações na sociedade a favor dessas grandes corporações. É aqui que acredito que deveria haver uma mudança de atitude.

E se o Estado exercesse o seu poder de outra forma. Ao invés de incentivar as grandes corporações ele as onerasse e facilitasse a ascensão de pequenas e médias empresas. Na realidade isso já acontece, mas acredito que numa escala ainda muito desproporcional. Ainda são poucas corporações que ditam como as coisas acontecem, o pouco espaço que elas deixam no mercado é onde essas pequenas e médias empresas sobrevivem.

Acho que minha ideia fica mais clara dessa forma: imaginem um mundo sem MC'Donalds, sem os padrões impostos pela franquia, sem os seus padrões multiplicados pelo mundo. Ao invés disso uma lanchonete local, cozinhando uma prato típico daquela região. Ou um mundo sem as grandes marcas de vestimentas, e ao invés de ostentar uma marca os jovens fossem as costureiras de seus bairros e encomendassem uma roupa única que só ele teria no mundo.

É só uma ideia, mas acredito que se o mundo fosse menos globalizado nessa questão tudo seria melhor. Mas essa mudança teria que ser feita e controlada pelo Estado, de uma forma muito cautelosa para não causar danos e quebrar o mercado. Ou seja, uma utopia mesmo assim.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Representantes de quem?

Saudações leitores! Se é que me resta algum leitor depois de tanto tempo sem postagens aqui. Estou com planos de voltar a atividade deste blog ao menos uma vez por semana. Hoje começo com um vídeo muito interessante de um anônimo no meio de uma manifestação na Av. Paulista. Vejam-no e depois leiam as minhas considerações abaixo do vídeo.


Ele falou de vários temas ali, o que eu gostaria de ressaltar aqui é a relação cidadão/governo. Resta algum dúvida que o povo sabe o que quer e do que precisa? Qual é o conceito da democracia - a qual nós brasileiros dizemos fazer parte? Representantes da sociedade que colocam em prática os anseios e necessidades dela. Há algo errado nisto, pois não é isso que vejo acontecendo no Brasil.

Realmente precisamos de um governo? Eu sou contrário a ideia de anarquia por que acho que o país (se é que existira um país sem um governo) ficaria muito desorganizado e completamente a merce das grandes empresas. O fato é que com um Estado que atua tão destoante com as vontades de seu povo não há nação que se desenvolva plenamente.

Acredito que estamos numa época de mudanças, mas estamos muito longe do ideal. E quem pensa que a culpa do é única e exclusiva do governo recomendo que reveja seus conceitos. Nós temos parcela de culpa nessa situação, e acredito que seja muito maior do que imaginamos.

sábado, 21 de julho de 2012

O que é importante para São Paulo?

Durante o período de campanhas a mídia enfoca o que lhe traz mais audiência e deixa o leitor por conta para obter detalhes dos planos de governo dos candidatos ao próximo pleito

A disputa à prefeitura de São Paulo foi oficialmente dada. Cartazes e comícios começam a se espalhar pela cidade, pesquisas de opinião nos dão ideia da polarização das próximas eleições - embora hajam cerca de 30 partidos políticos em todo o país, são sempre os mesmos que vemos com reais chances de vitória na capital Paulista.

Deixando de lado a parte mais técnica, o que vemos das campanhas destes candidatos? Discursos demagogos em suma, um bom exemplo é o enfoque nas bicicletas como opção a mobilidade urbana da cidade. Há muito transitar pela cidade é sinônimo de caos e estresse, então porque só agora o tema aparece em tamanha evidência?

Os partidos lidam com eleitores despolitizados e sufocados com sua rotina de trabalho, que no tempo que lhes resta fora deste não lhes interessa nem um pouco dedicar a um assunto maçante que é a política. Dessa forma fica fácil, com algumas palavras bem ditas, arrecadar votos, depois é só assumir o título de prefeito municipal da maior cidade do país - um bom passo para cargos mais altos como deputados estaduais ou federais.

São Paulo é a maior cidade do país. São Paulo será umas das cedes de jogos da Copa do Mundo. São Paulo é a cidade de 10/12 milhões de habitantes - devemos contar também os cidadãos de outras cidades, mas que as mudanças da capital influências mais em suas vidas do que a das suas próprias cidades. São Paulo é cartão postal, é referência, é miscigenação, é disparidade, é oportunidade, é violência, é prostituição, é magnitude, é educação. Tudo numa única cidade.

Não nos deixemos enganar pelos discursos vazios ou por candidaturas vistosas na publicidade, o que São Paulo precisa mesmo é de um plano de desenvolvimento pensado para si, único como ela o é. Não podemos continuar crescendo por inércia como tem sido nos últimos anos. É essa questão que deixo com esta postagem, o que para você é importante para a cidade e qual o candidato que apresenta em sua proposta de governo algo que mais se assemelhe ao que pensa.

domingo, 8 de abril de 2012

Como escolher um bom prefeito?

"A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente."
(Bernard Shaw)

Cada vez mais se aproximam as eleições municipais e a pergunta que fica para aqueles que se interessam por política é: quem será o melhor candidato? Pelo que vejo as pessoas se baseiam nas propostas dos candidatos para escolher em quem votar. Vou fazer uma proposta diferente, que talvez nos ajude a escolher melhor nossos governantes.

A ideia é ao invés de nortear nossas decisões no próximo pleito a partir dos planos de governo de cada partido ou candidato é criarmos nós um plano de prioridades para a cidade, e a partir deste escolhermos o candidato que melhor se enquadrar no que vemos como mais importante e/ou emergencial para nossa São Paulo.

O ideal é levar o tema para além da internet, conversar com as pessoas sobre o assunto, ouvir suas opiniões e expressar as suas, e se possível talvez seja interessante se reunir em um pequeno grupo e efetivamente criar este Plano Nosso para a cidade, antes mesmo de os candidatos publicaram os seus. Assim, quando estes o fizerem, somente compararemos suas ideias e diretrizes, e a de seus partidos, com o que nós vemos como o melhor para a cidade, só então escolher aquele que melhor se enquadrar em nossa visão.

O que acham da ideia?

domingo, 4 de março de 2012

Políticos sem vergonha

Temos no Brasil um sistema político que funciona da seguinte forma: existem vários partidos que disputam sempre os mesmos cargos, boa parte deles por sufrágio popular, formando assim uma alternância no poder. Um dos problemas desse sistema é que ao se elegerem muitos candidatos não tomam para as responsabilidades das gestões anteriores. Explico melhor nos próximos parágrafos.

Vou fazer uma analogia com o mundo corporativo para exemplificar melhor. Imaginem que numa empresa exista o cargo de auxiliar administrativo e que é ocupado pelo José. José escreve relatórios e memorandos, além de cuidar de algumas outras funções internas. José exerce essas funções porque essas são as funções do seu cargo. Um dia José foi demitido por não entregar vários relatórios na data prevista, para suprir a falta deste a empresa contratou João, que ficou responsável por todas as funções de José, por estar no cargo de auxiliar administrativo, e ainda por cima de por em dia os relatórios que o José deixou atrasados.

O que ocorre na política é que um candidato que se elege a algum cargo deixa de lado as responsabilidades daqueles que o precederam, seja porque eles eram de outro partido ou por terem uma proposta diferente da sua. Nisso acaba que projetos são interrompidos ou gargalos na cidade ficam se acumulando porque ninguém quer assumir a bronca.

Um bom exemplo é a questão de mobilidade urbana da cidade de São Paulo, desde sempre ela foi planejada para automóveis, até hoje não foi apresentado um projeto alternativo que envolva transporte público e alternativos (como o ciclismo) como opções aos paulistanos. Quem fosse assumir a prefeitura agora deveria, além da sua própria proposta, tomar o cargo para si com vergonha declarada, falar ao povo que seus antecessores não fizeram o que tinha de ser feito e que ele, não como representante de qualquer partido, mas como atual prefeito da cidade irá assumir essa responsabilidade e fazer o que for possível para saná-la.

Utopia minha ou não, espero ter aberto portas para reflexões em suas mentes

domingo, 29 de janeiro de 2012

Drogas no Brasil

Mídia enfoca ações recentes e deixa de lado raiz do problema

O debate sobre as drogas no Brasil voltou a voga com a recente atuação do governo na Cracolândia, contudo, a mídia tem dado enfoque quase exclusivo a ação da polícia sobre essa questão. Como se ela sozinha fosse resolver os problemas das drogas no país. Ela pode até ser necessária, mas é se for a única a atuar será uma solução paliativa, e talvez até agravadora, do problema.

A raiz do problema das drogas no Brasil vem da educação, da falta de oportunidades e da desigualdade social, ou seja, problemas sociais. Uma frase do humanista Luigi Ciotti representa muito bem o que é ser um drogado: " O dependente químico é um ser humano que não consegue encontrar um sentido para sua vida. É aquele que se sente isolado, é frágil na relação consigo próprio e com os outros".

Antes de tudo, não estamos lidando com dependentes químicos, traficantes ou criminosos; são pessoas ali naquela situação deplorável e precisam de ajuda: médica, psicológica, social, política e ademais adjetivos que podem se estender ou minguar dependendo de cada caso.

Se quisermos extinguir o problema das drogas no Brasil - utopia para muitos - precisamos primeiro enxergar o cerne do problema, mobilizar educadores e pais de todo o país não numa campanha nacional, mas sim numa mudança de pensamentos, quebra de paradigmas e tomada de novas atitudes e iniciativas que nos levem a um futuro melhor e mais digno.

São tantas as ideias e tão poucas as ações que vou findar por aqui esta postagem e esperar que cada um reflita sobre o caso e tome suas próprias decisões, mas que não fique só nisso, que faça muito além, pois é disso que o Brasil precisa, de ações, individuais ou conjuntas que mudem a cara do país: de desigual para mais humano.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Panorama da semana

Sem queda de ministros ano começa calmo na política.


*

Eleições municipais

O pleito para a prefeitura de São Paulo só ocorrerá em outubro, contudo, desde o ano passado vem mexendo no cenário político nacional. Uma dos pré-candidatos é o atual ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), o qual já gostaria de ter se desligado das funções no ministério para se dedicar a campanha, entretanto, a pedidos da presidente Dilma Rousseff ele ficará no cargo até a reforma ministerial, que ocorrerá no início do mês que vem.

Semana passada o mesmo PT de Haddad recebeu proposta do PSD, partido do atual prefeito de São Paulo, para fazer parte de sua chapa na campanha, com o cargo de vice-prefeito para a sigla recém (re)criada. Todavia, aliados internos do PSD ainda apoiam a aliança com o PSDB que venceu as últimas eleições na cidade.

Enquanto isso, no PSDB, não há nada definido, alguns nomes lançados em pré-candidaturas de um lado e de outro um José Serra lamurioso em dar uma resposta se pretende concorrer ou não novamente ao cargo que deixou para ser candidato a presidente da república em 2010.


Plano SP 2040

Os resultados da consulta pública do Plano SP 2040 foram publicados semana passada. Mais de 25 mil pessoas participaram da pesquisa em diversas plataformas, sendo que 54% destas foram participantes através do site e 39% responderam aos agentes de campo nos terminais, parque e CEUs da cidade.

Os pontos considerados mais importantes foram a fluidez do trânsito, promover uma infraestrutura urbana adequada e dos projetos catalizadores o Cidade de 30 minutos foi o mais votado.

Confiram os resultados na íntegra no próprio site do projeto (clicando aqui).


Secretaria Estadual de Educação

Como já vem ocorrendo em escolas da prefeitura, agora escolas estaduais também terão dois professores em sala de aula. O projeto vem da Secretaria Estadual da Educação e atenderá alunos tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio.

Cada escola terá autonomia para aderir ao projeto e em como estes professores auxiliares vão atuar. Entretanto existem algumas limitações para as ações deste docentes. Este segundo professor só poderá exercer funções didáticas em salas acima de 25 alunos no Ciclo 1 do fundamental, acima de 30 alunos no Ciclo 2 e acima de 40 alunos no ensino médio.

A forma como estes professores vão auxiliar a escola e as matérias em que eles vão atuar serão decididos pelas próprias diretorias, somente a distribuição deles que será feita pela secretaria quando da atribuição de aula das escolas


*

Por alto

Minha Casa, Minha Vida: 8 bilhões de reais do programa serão investidos no estado até 2015.

Estudantes: PEC em tramitação pode dar transporte gratuito a todos os níveis de ensino.

Reforma Política: após tanto se tergiversar a reforma volta a pauta da Câmara em fevereiro.

Plebiscito: sistema eleitoral e forma de financiamento de campanhas podem ter plebiscito no país.

Eleições em SP: confiram serie de entrevistas com os pré-candidos realizadas pelo Estadão.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Atuação do Estado na Cracolândia

Estado atua ineficazmente na Cracolândia

Vemos nos últimos dias a grande mídia trazer a voga a Cracolândia. Sem entrar no mérito da especulação – sendo que o problema é crônico e só vem a lume quando convêm as grandes corporações midiáticas – precisamos entender o que se passa num dos locais de consumo mais conhecidos do país.

A grande questão é a forma como o consumo da droga esta sendo combatido. Primeiro a policia intensifica o policiamento, aumentando tanto o número de policiais quanto o nível de envolvimento deles na região – isto inclui violência e prisões dos traficantes.

Isso acarretou uma dispersão dos usuários da região, o que segundo especialistas já era previsto. Outra consequência, esta sim a mais esperada, é a abstinência. Com o maior policiamento é esperado a diminuição da oferta de drogas, uma forma de tortura indireta aqueles pessoas segregadas e renegadas da sociedade.

O Estado espera que com isso eles procurem o sistema público como saída para o sofrimento. Entretanto, ainda não existe uma unidade especializada na região, prevista só para abril.

Um atentado aos direitos humanos ou uma ação necessária de opressão do Estado para o bem maior de todos? Fica a seu discernimento decidir, mas de qualquer forma foi uma ação mal planejada, que por qualquer fim ainda está inacabada e durará um bom tempo, sem conclusão previsível, positiva ou negativa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Plano nacional de combate às drogas

Mês passado o governo federal lançou o Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e outras Drogas, um projeto da União em articulação com os estados e municípios no combate a todos os tipos de drogas, embora seja voltado especialmente ao crack.

Depois do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dizer que o Brasil enfrenta uma epidemia de crack o governo lançou seu programa nacional que visa atuar em todas as frentes no âmbito de combate as drogas. Ao todo serão investidos 4 bilhões de reais nele.

O dinheiro será investido tanto em capacitação de professores e policiais visando a prevenção do uso de drogas. Será investido também em ampliação do policiamento nas fronteiras e nas regiões de maior consumo dentro do país. Campanhas, ações, leitos e profissionais voltados para este fim também serão financiados por este projeto.

Influência recente

O motivo por trazer este tema aqui no blog é a recente ação da Polícia Militar do estado de São Paulo na cracolândia, por mais que a ação já estivesse sendo planejada a algum tempo tudo indica que foi adiantada para que este programa do governo federal não alcançasse primeiro a região, fazendo com que esta bandeira fosse para a oposição, podendo influenciar as eleições deste ano.

Como sempre o Brasil é movido por desejos dos grandes, onde o programa Nova Luz também influenciou nesta ação da policia, caso contrario tudo isso já teria sido feito a muito tempo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Panorama da semana

Primeira postagem de 2012! Como já havia dito o enfoque do blog mudou, ao invés de noticiar os acontecimentos políticos vou mais expor o panorama da situação e fomentar discussões sobre os temas - principalmente os ligado a eleição do final deste ano. Espero que possam ajudá-los a bem escolher seus candidatos no próximo pleito oficial.


*

Cracolândia é abatida por ação policial e vê seus dependentes se espalharem pelo centro de SP

Em uma ação destoante com a prefeitura e com o governo do estado a Polícia Militar efetuou uma operação de repressão na região conhecida culturalmente como Cracolândia.

Basicamente somente houve violência contra os dependentes que habitam e consomem drogas na região. Depois muitos deles se dispersaram e foram para outras regiões do centro. Alguns ficaram sem conseguir drogas por alguns dias, mas tudo indica que a rotina deles já voltou ao normal, só que em lugares diferentes.

A ação foi provavelmente incentivada pelo lançamento de um programa federal de combate ao crack, caso o governo estadual não agisse perderia essa bandeira para o PT e também espaço nas próximas eleições.

Veja um vídeo feito pelo Observador Político com um dos dependentes que vive lá:


Enchentes assolam novamente moradores do Rio e de Minas Gerais

Mais uma vez se repete a história como em todos os verões no Brasil: enchentes deixam pessoas mortas e desabrigadas em diversas cidades do país. Os estados mais atingidos recentemente são do RJ e MG.

Promessas são deixadas para trás logo que o clima arrefece e os políticos logo estão empenhados em outros assuntos. Não há muito o que dizer neste caso, a não ser que deve ser cobrado dos atuais governantes ações efetivas, e caso eles não supram as necessidades não sejam merecedores de votos nas próximas eleições.


Mais um ministro de Dilma é acusado de corrupção; dessa vez em família

É a vez do Ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho (PSB), a ser acusado de corrupção por ter privilegiado seu filho, o deputado por Pernambuco Fernando Coelho, com o maior volume de emendas liberadas para prevenção de enchentes por sua pasta.

As verbas foram direcionadas a empresa estatal Codevasf, presidida por Clementino Coelho, irmão do ministro e tio do deputado supracitados. Boa parte delas destinaram-se a municípios onde o deputado foi majoritariamente votado.

A ministra do planejamento, Miriam Belchior, deu declarações a favor do ministro, afirmando que ele não pode ser acusado de privilegiar o estado de Pernambuco - destino das emendas - pois existem outras pastas e secretarias do governo que repassam verbas para prevenção de acidentes com chuvas.


*

Por alto

Corrupção: 554 servidores caem por corrução no primeiro ano do governa Dilma Rousseff.

Lei da calçada: nova lei sobre os calçamentos do passeio da capital passa a valer, e multar, a partir de segunda-feira.

Zona Sul: subprefeituras da zona sul paulistana vão receber menos verbas este ano.

SP2040: resultados da consulta pública serão divulgados, em evento aberto, dia 12 na galeria Olido.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que o Brasil quer ser quando crescer?

Já tratei deste assunto aqui neste blog, mas vou retomá-lo e se necessário for o farei outras vezes. Falo da forma de desenvolvimento que o Brasil esta seguindo: a do consumo em detrimento da natureza.

Há quem diga que o Brasil já é um país desenvolvido, outros dizem que falta pouco. Definições econômicas a parte, o que podemos colocar em evidência e por unanimidade é a forma na qual estamos alcançando esse desenvolvimento. Somos, além de capitalistas, uma sociedade consumista.

Estamos crescendo graças ao aumento do consumo da população como um todo; não estou aqui criticando a ascensão das pessoas a classe média, afinal de contas elas também fazem parte da população brasileira, se tomamos esse sistema consumista como base de nossa economia, eles também podem usufruir dele.

O grande problema é o cerne deste sistema; o consumo pelo consumo. Uma frase que gostei bastante de um professor da PUC, Ladislau Dowbor: "Essa filosofia de crescer por crescer só tem um paralelo na natureza, o câncer". É exatamente o que estamos fazendo com a Terra, consumindo-a por completo, até que ela chegue a seu limite e não tenhamos mais por onde crescer, nem como sobreviver.

A pergunta dessa postagem é exatamente sobre isso, o Brasil vem crescendo, mas ele quer ser como os EUA e os outros países ditos desenvolvidos? Isto é, quer ser uma nação que sacrificou sua natureza para se tornar industrializado, consumista e sedentário?

Essa é uma pergunta que deve ser feita a todos os brasileiros. Tenho certeza que as oligarquias que controlam o país vão arrumar um jeito de dizer que isso é bom, mas na verdade estamos somente dançando conforme a música mundial. E se continuarmos assim teremos que nos consumir cada vez mais para acompanhar o passo.

Talvez eu esteja sendo otimista demais, mas tenho certeza que o Brasil pode inventar o próprio passo, ou seja, formular uma nova forma de economia e desenvolvimento que não tenha como premissa a devesa dos recursos naturais, estes sim essências a vida humana, ou deveria dizer mundana?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

'A Privataria Tucana'

Jornalista Amaury Ribeiro Jr. lança livro sobre privatizações da era FHC

Após 12 anos de investigações neste 9 de dezembro finalmente é lançado o livro de Amaury Ribeiro Jr., renomado e premiado jornalista brasileiro, sobre os esquemas de privatizações sob o governo de Fernando Henrique Cardoso. 'A Privataria Tucana', como foi intitulado o livro, vendeu 15 mil exemplares no primeiro dia, e no quarto já havia acabado toda a primeira edição em todo o país.

Nas mais de 300 páginas da obra o jornalista expõe não somente as conclusões dos anos de investigação, há também vários documentos oficiais que embasam todas as suas afirmações. O principal personagem é o tucano José Serra, além de seus "parceiros" nos esquemas de lavagem de dinheiro e transações internacionais.

Tudo começou com investigações a pedido do jornal Estado de Minas, o qual Ribeiro Jr. trabalhava, sobre o adversário do mineiro e peessedebista Aécio Neves, que mesmo sendo do mesmo partido de Serra acabaram sendo adversários pela campanha presidencial.

Daí em diante houveram várias investigações, algumas publicadas antes do livro, que repercutiram nas últimas eleições e que levaram a um indiciamento da Polícia Federal a Ribeiro Jr. acusado pelos crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha.

Quem se interessou pelo livro ou pela história recomendo o site da Carta Capital para se obter mais informações, que aliás, foi um dos poucos veículos da mídia que deu a real importância ao caso. Essa disparidade foi sentida até mesmo na Câmara Municipal de São Paulo, onde vereadores petistas e peessedebistas discutiram sobre o clipping da Casa, veja o vídeo abaixo.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Panorama da semana

A partir desta semana o Panorama da semana será acompanhado da antiga seção Por alto dos antigos Resumos.
*

Após ser adiada por três anos reforma administrativa pode ser votada nesta quarta-feira

Após sofrer algumas modificações e mudar de relatores por três anos a reforma administrativa pode ser finalmente votada no Senado nesta quarta-feira, 21.

A proposta atual pode reduzir em até R$ 150 milhões por ano os gastos da máquina administrativa do governo. Os cortes serão nos números de servidores, que hoje são em torno de 3.300 e serão reduzidos em 30%; na diminuição dos serviços terceirizados e revisão de contratos com o governo.

Devido a uma determinação do presidente do Senado, José Sarney, a proposta passa a ser tratada em regime de urgência “obrigando”o plenário votá-la semana que vem.


Limiar que proibia a construção de Belo Monte é revogada

Em setembro o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins junto a Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (PA) impediram as obras no Rio Xingu através de uma limiar na Justiça. Alegavam que as obras colocariam em risco a atividade de pescadores na região.

A limiar em nada alterou as obras da usina, que segundo a empresa Norte Energia – responsável pela construção da usina – as obras ainda não haviam alcançado o leito do rio.

De qualquer maneira, nesta sexta-feira, 16, o mesmo juiz revogou a limiar, liberando totalmente as obras. A decisão foi tomada após o magistrado apreciar dois pedidos de reconsideração, um da União e outro da Norte Energia S.A., afirmando que serão feitas obras de transposição, que permitirão a continuidade das atividades pesqueiras na região.


Prefeito sanciona lei que dá aumento de até 236% a funcionários da prefeitura

Considerado um projeto prioritário pelo prefeito Gilberto Kassab, a lei que dá aumento ao segundo escalão da prefeitura foi sancionada pelo mesmo esta sexta-feira.

A partir de 1º de janeiro subprefeitos, secretários-adjuntos, chefes de gabinete e dirigentes de autarquias e fundações receberão aumento, cujo maior será dos secretários-adjuntos (de R$ 5.455 para R$ 18.329). Segundo o prefeito o projeto será um legado para a cidade, trazendo maior interesse aos funcionários para deixarem de atuar no setor privado e se contribuir exclusivamente com a administração da cidade.


*

Por alto

Plano SP 2040: consulta pública de projeto de diretrizes de desenvolvimento da cidade é prorrogada até dia 9 de janeiro.

Comissão da Verdade: assembleia de São Paulo aprova projeto que cria comissão também no Estado.

Cargos ao PSD: Câmara aprova criação de cargos para o novo partido.

Monotrilho no Morumbi: é aprovado na Câmara a construção do metrô aéreo.

Remédios mais caros: mudança no ICMS deixará genéricos mais caros ano que vem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Plano SP 2040

Prefeitura lança plano de diretrizes de desenvolvimento para as próximas três décadas

A cidade de São Paulo possuirá um plano de desenvolvimento em breve. Em setembro passado, no Seminário Internacional do Plano SP 2040, foi apresentado o projeto a sociedade, que já vinha sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e a Fundação de Apoio a Universidade de São Paulo (FAUSP).

O projeto é basicamente um conjunto de diretrizes para nortear o desenvolvimento da cidade nos próximos 30 anos. Parte dele já foi planejado e esta a disposição no site do plano (www.sp2040.net.br) ou no Scribd.

O plano esta numa segunda etapa de planejamento, que inclui consulta a população feita de diversas formas. Uma delas são perguntas feitas no próprio site (clique aqui para responder o questionário - embora seja recomendado conhecer um pouco do plano antes).

Por ora ele esta embasado em cinco eixos estratégicos, que são as principais vertentes em que o plano de desenvolvimento deve se focar. Um rápido resumo de cada uma delas abaixo:

Coesão Social: aqui o objetivo é tornar a cidade menos desigual em todos os âmbitos da sociedade; tanto no ponto de vista da renda, de gênero, de classe, de origem e etc., com projetos de inclusão social e de acesso a serviços públicos

Desenvolvimento Urbano: visa promover tanto o aumento de oferta de empregos nas regiões periféricas como melhorar toda a infraestrutura da cidade quanto a qualidade de vida da população.

Melhoria Ambiental: neste âmbito o projeto visa a despoluição dos rios e córregos da cidade, além da melhoria dos parques já existentes e a construção de diversos outros.

Mobilidade: a maior ênfase do plano é possibilitar o deslocamento da residência ao local de trabalho num tempo médio de 30min, através de diversos investimentos em infraestrutura e redistribuição de empregos.

Oportunidades de Negócios: e por fim pretende também aumentar a visibilidade da cidade, tanto no âmbito nacional quanto mundial, consolidando-a como centro financeiro não só do Brasil, como da América Latina, procurando sempre uma economia sustentável e de baixo consumo de carbono.


Vale ressaltar que o ideal do projeto é ser aplicado numa conjuntura de iniciativas públicas, privadas, da sociedade civil e de investimentos estrangeiros.

Quem se interessou, o plano possui um Twitter e um Facebook, saiba mais sobre ele nessas redes sociais ou no próprio site. Aproveite para responder a consulta pública e contribuir com sua opinião nos fóruns promovidos pelo site.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

(Des)Evolução no mundo

Antes de qualquer coisa ressalto que não sou nenhum economista nem sociólogo ou historiador, mas o que colocarei nos próximos parágrafos não é nada além do que qualquer um que análise, mesmo que superficialmente, nossa situação pode concluir – concordando ou não.

Há tempos ouvimos que os BRICS são os principais países em ascensão do mundo em desenvolvimento. Existe até o caso peculiar da China, onde o regime político – o socialismo – contrasta com o econômico – é inegável que ela seja capitalista neste sentido -, mesmo que isso fuja da regra na atual conjuntura da humanidade.

A grande questão é que o Brasil se encaixa neste grupo de países, tendo suas especificidades é claro. Mas nenhum deles foge a regra sobre a forma que estão se desenvolvendo: a custo da natureza.

Temos os claros exemplos da Europa e dos EUA, que devastaram boa parte de suas regiões naturais em detrimento de seus parques industriais e centros urbanos. Nas conferências internacionais sobre o clima são os mais cobrados pelo efeito estufa e demais consequências da intervenção do homem sobre os ecossistemas do mundo.

A reflexão que pretendo levantar é sobre o Brasil neste contexto. Estamos caminhando cada vez mais neste sentido; o do desenvolvimento em detrimento da natureza, e não aliado a ela. Fica claro este nosso pensamento (nosso vírgula, das oligarquias, porque o povo não decide isso) quando observamos a Amazônia, que poderia gerar riquezas infinitas se fosse explorada sustentavelmente, porém é depredada cada dia mais para um enriquecimento rápido e inconsequente.

Somos exemplo no mundo em energia, utilizamos energias renováveis e podemos até dizer que estamos avançados em alguns campos de pesquisa nesse sentido, contudo, se formos analisar como um todo, estamos seguindo o mesmo caminho destes outros países, enquanto temos potencial para mostrar ao mundo como se pode crescer sem findar com a natureza; afinal de contas, o home ainda depende dela, pois até onde sei ele ainda não é autótrofo ou produz sinteticamente em laboratório seu alimento.

Enfim, fica a questão dessa nossa forma de nos desenvolvermos, cujo preço será pago muito mais pelas futuras gerações do que a nossa, que mesmo assim já sofre com isso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ensino técnico: solução tardia para um problema crônico

Uma das bandeiras da campanha de Dilma foi a ampliação da oferta do ensino técnico no país. Dia 26 de outubro deste ano parte deste ideal começou a se tornar realidade com a efetiva criação do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

O programa tem certa complexibilidade, por alto se pode dizer que é a maior aposta deste governo no âmbito da capacitação profissional de jovens no país. Basicamente ele visa ampliar o acesso a cursos técnicos e profissionalizantes, focado em estudantes do nível médio e empresas interessadas em treinar seus funcionários.

O tema não é recente, há quantos anos o mercado brasileiro não clama por mão de obra qualificada? Por algum motivo o governo resolveu se preocupar com o assunto agora. Talvez o próprio mercado tenha exigido isso, outrora ele mesmo podia treinar seus profissionais, mesmo que isso lhe custasse um pouco mais; agora é necessário contratar um técnico e mesmo com este nível de formação lhe oferecer um treinamento mais específico, mas o “basicão” ele já sabe.

A grande questão que quero levantar aqui é a forma que o governo lida com os estudantes brasileiros, tanto jovens quanto adultos. Não é porque o brasileiro tem um mau ensino que o governo esta agindo agora, é porque o mercado precisa de pessoas mais qualificadas. Mas como pensar diferente num país capitalista?

E mais: o governo esta iniciando estes investimentos, até eles começarem a dar frutos o Brasil já importou muita mão de obra estrangeira para suprir sua necessidade. Isso se não continuar exportando mesmo depois da execução dos programas educacionais.

Tudo isso é reflexo de um país que não investe nem em educação nem em pesquisa. Sem falar na grade curricular obrigatória que não condiz com a sociedade contemporânea. Enfim, isso é outro assunto que até merece outra postagem, mas outro dia. Por hoje fica a reflexão do ensino técnico mesmo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Panorama da semana

A partir de hoje os Resumo da semana serão substituídos por uma nova classe de postagens chamadas de Panorama da semana. Agora ao invés de somente noticiar os acontecimentos haverá uma visão mais ampla sobre eles. Acredito que dessa forma o blog se torne mais produtivo, se acharem o contrário por favor me avisem.


*

Ministro do Trabalho continua no cargo.

Por enquanto Carlos Lupi ainda é nosso Ministro do Trabalho. Ele é acusado de improbidade administrativa – acusado de peculato por ocupar cargos fantasmas na Câmara entre 2000 e 2006. Além disso estão sob investigação contratos de ONG’s com o ministério do Trabalho da ordem de mais de 10 milhões de reais, as quais Lupi é acusado de favorecer. Outras acusações envolvem seu partido (PDT) e o ministério controlado por ele.

Nenhuma das acusações até agora foi provada na justiça. Lupi afirmou sua inocência e fez declarações que não agradaram a presidente Dilma Rousseff, que por enquanto o mantêm no cargo, mesmo com a pressão da oposição e contrariando recomendações, por unanimidade, da Comissão de Ética Pública da Presidência da República que recomendou sua exoneração.

Esta semana até mesmo alguns membros do PDT começam a “pular do barco” do ministro antes que ele afunde, talvez pensando em preservar suas imagens para a mudança ministerial prevista para ano que vem pela presidenta.

Por ora é isso, ao que tudo parece, se Lupi não sair agora, não ficará depois da reforma, ou seja, questão de meses a mais ou a menos no ministério.


Votação do novo Código Florestal é adiada mais uma vez

O partido que parece estar mais engajado contra as novas propostas para o nosso Código Florestal conseguiu adiar sua votação mais uma vez. O PSOL alegou questões regimentais desta vez para adiar a votação, contudo, ecoam algumas vozes que o assunto esta sendo tratado com muita rapidez, ou melhor, sem a devida atenção (opinião contrária ao do Senado, que aprovou esta semana requerimento de urgência para o texto).

O assunto extrapolou os limites do congresso e da Câmara e chegou a ao menos a mais 1,3 milhão de pessoas, esse é o número de assinaturas no documento que a ex-Senado Marina Silva entregou esta semana a José Sarney, o presidente do Senado, contra o novo projeto que esta sendo deliberado pelas esferas políticas nacionais.

Por enquanto nada está definido, o que é certo é que a bancada ruralista é maior no congresso e que a população é contra as modificações no código. Quer saber mais sobre essas novas propostas, veja postagem do Dia de Política sobre o assunto, clicando aqui!


Disputa pela prefeitura de São Paulo

Há um pouco menos de um ano para a eleição que definirá o novo prefeito de São Paulo os dois principais partidos (PT e PSDB) parecem já ter seus candidatos acertados.

Fernando Haddad (atual ministro da Educação) não enfrentará prévias no PT e já é o pré-candidato do partido ao cargo. Pesquisas recentes mostram que ele possui baixo grau, tanto de reconhecimento quanto de rejeição. O que pesa a seu favor são os padrinhos políticos; Lula e Dilma o apoiarão em campanha.

Já no cenário tucano o futuro é mais nebuloso, inclusive com prévias no partido. Mas José Serra deve concorrer ao cargo, uma vez que o partido esta mais propenso a bancar Aécio Neves para presidente e Alckmin para governador nas próximas eleições. O que resta para Serra é a prefeitura ou o ostracismo político.

Vejam vídeos do programa É Notícia, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar entrevistando os dois candidatos: Haddad / Serra.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Expo 2020 pode ser sediada em São Paulo

Nesta quarta-feira São Paulo apresentou sua campanha para sediar a Expo Universal 2020

São Paulo tornou-se oficialmente uma candidata a sediar a Expo Universal 2020. Nesta quarta-feira (23/11) o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, e o vice-presidente da República, Michel Temer, lançaram em Paris a campanha para que a capital paulista sedie o evento.

A Expo Universal é considerado o terceiro maior evento do mundo (atrás somente da Copa do Mundo e das Olimpíadas), acontece a cada 5 anos desde 1851 e traz grande visibilidade e desenvolvimento as cidades que a sediam. Um exemplo é a própria Torre Eiffel, construída especialmente para o evento.

A última edição, e a maior de toda a história das exposições, ocorreu em 2010 na cidade chinesa de Xangai. Participaram mais de 190 países, mais de 50 organizações internacionais, além do fluxo de cerca de 75 milhões de pessoas durante os seis meses do evento.

Segundo o prefeito caso São Paulo seja escolhida o evento acontecerá no Centro de Convenções de Pirituba, que está em fase final de projeção e será o maior centro de eventos de mundo, com mais de 5 milhões de metros quadrados.

São Paulo concorrerá com mais quatro concorrentes, Ayutthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes), Izmir (Turquia) e Ekaterinburg (Rússia), e os temas da exposição propostos pela candidatura paulistana foram: Velhas e novas energias; Vitalidade e criatividade, novos estilos de vida; Dialogo de civilizações, mundo sem fronteiras; Inclusão social e serviços públicos; Caminhos para pessoas e comércio.

O processo de escolha é longo é exige várias apresentações. A cidade escolhida só será anunciada em 2013.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ficha Limpa é aprovada no Rio de Janeiro

Assembleia Legislativa do Rio de Janeira aprova Ficha Limpa para as três esferas de poder no estado

Em votação ontem o Plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o PEC (projeto de emenda constitucional) que exige a "Ficha Limpa" a candidatos a ocupar cargos comissionados nos três poderes do estado.

Por se tratar de um PEC não precisará de sanção do governador Sergio Cabral e entrará em vigor assim que publicada no Diário Oficial do estado.

Com informações de O Globo