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domingo, 29 de janeiro de 2012

Drogas no Brasil

Mídia enfoca ações recentes e deixa de lado raiz do problema

O debate sobre as drogas no Brasil voltou a voga com a recente atuação do governo na Cracolândia, contudo, a mídia tem dado enfoque quase exclusivo a ação da polícia sobre essa questão. Como se ela sozinha fosse resolver os problemas das drogas no país. Ela pode até ser necessária, mas é se for a única a atuar será uma solução paliativa, e talvez até agravadora, do problema.

A raiz do problema das drogas no Brasil vem da educação, da falta de oportunidades e da desigualdade social, ou seja, problemas sociais. Uma frase do humanista Luigi Ciotti representa muito bem o que é ser um drogado: " O dependente químico é um ser humano que não consegue encontrar um sentido para sua vida. É aquele que se sente isolado, é frágil na relação consigo próprio e com os outros".

Antes de tudo, não estamos lidando com dependentes químicos, traficantes ou criminosos; são pessoas ali naquela situação deplorável e precisam de ajuda: médica, psicológica, social, política e ademais adjetivos que podem se estender ou minguar dependendo de cada caso.

Se quisermos extinguir o problema das drogas no Brasil - utopia para muitos - precisamos primeiro enxergar o cerne do problema, mobilizar educadores e pais de todo o país não numa campanha nacional, mas sim numa mudança de pensamentos, quebra de paradigmas e tomada de novas atitudes e iniciativas que nos levem a um futuro melhor e mais digno.

São tantas as ideias e tão poucas as ações que vou findar por aqui esta postagem e esperar que cada um reflita sobre o caso e tome suas próprias decisões, mas que não fique só nisso, que faça muito além, pois é disso que o Brasil precisa, de ações, individuais ou conjuntas que mudem a cara do país: de desigual para mais humano.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Secretaria Municipal de Cultura

Normalmente lemos manchetes em jornais que anunciam e nos informam sobre acontecimentos fatídicos ou acerca de eventos de grande visibilidade - nacional ou internacional. Quando o assunto são "coisas menores" quase não se dá crédito ou visibilidade a estes. Por isso estou fazendo esta postagem, para mostrar o ótimo trabalho que a Secretaria de Cultura de São Paulo vem desenvolvendo, mas que passa quase desapercebido aos olhos dos paulistanos.


Logo da Secretaria Municipal de Cultura

Comecemos com um pouco de história: a intitulada - hoje - Secretaria de Cultura iniciou suas atividades em 1935 como Departamento de Cultura, nascido do empenho de várias personalidade que almejavam um maior reconhecimento da cultura pela municipalidade (vale ressaltar nomes como Mário de Andrade, Sério Millet e Paulo Duarte).

Atendo-nos pouco ao histórico do órgão governamental, vamos ao que interessa mesmo: a Cultura e o povo paulistano. Você frequentando ou não "lugares" e eventos culturais já deve ter ouvido falar de algum. Em São Paulo podemos citar vários, como o Teatro Alfa, o Conjunto Cultural, a Sala IMAX do Bourbon Shopping e muitas outras. O que este lugarem em comum? São privados, portanto, ter acesso a eles depende de uma boa condição financeira - o que acaba segregando parte da população.

Isso significa que má condição financeira é estar alheio a cultura? Talvez deveria ser assim, mas graças a um ótimo trabalho do órgão supracitado existem sítios e eventos públicos durante todo o ano, que quando não são gratuitos possuem preços populares e acessíveis.


Para quem não conhece o trabalho da Secretaria Municipal da Cultural, vou falar um pouquinho de tudo que ela faz na cidade, separada por "seções" de atuação:


Bibliotecas

São Paulo possui um Sistema Municipal de Bibliotecas composto de 107 bibliotecas, sendo que 54 são bibliotecas de bairro. Essas bibliotecas estão todas integradas por um sistema on-line, onde se pode pesquisar e verificar a disponibilidade de títulos, verificar a localidade das bibliotecas, além de programas de incentivo a leitura como o Bosque da Leitura e o Ônibus-Biblioteca.

Não podemos deixar de falar também da Biblioteca Mário de Andrade, que é a segunda maior do país. Possui um acervo de cerca de 3,3 milhões de itens (é inclusive uma depositária da ONU) e afora isto promove constantemente programas culturais na própria biblioteca.

Uma outra grande aposta da prefeitura, que vem dando ótimos resultados, são as Bibliotecas Temáticas. Em resumo são bibliotecas que possuem um acervo especializado e programas culturais voltado a um tema específico (Ciências, Cinema, Conto de Fadas, Cultural Popular, Literatura Fantástica, Meio Ambiente, Música e Poesia). Estas possuem um blog para divulgação de seus eventos.


Centros Culturais

A secretaria cuida de dois centros culturais. Um deles é o Centro Cultural São Paulo (ou CCSP), com exposições artísticas, exibições de filmes, apresentações de dança e de artes cênicas, oficinas, cursos, além de 4 bibliotecas e salas de leitura infantil. O outro e o Centro Cultural da Juventude, também com cursos, oficinas, uma biblioteca, apresentações teatrais, de dança e circenses.

A Galeria Olido não é bem um centro cultural, na verdade só por denominação não o é, pois tem exposições de cinema, teatro, dança, ministra cursos e oficinas, e em sua programação há exposições de arte constantemente.


Teatros

Além do famoso Theatro Municipal a secretaria, em conjunto com o Departamento de Expansão da Cultura, administra nove teatros distritais (no momento quatro estão em reforma), que sempre tem em cartaz espetáculos ligados aos programas de fomento a cultura da prefeitura - com preços acessíveis a população.


Programas de fomento a cultura

A secretaria, também ligado ao Departamento de Expansão da Cultura, possui 4 programas de fomento a cultura, sendo três deles focados em um universo diferente das artes (Cinema, Dança e Teatro) e um para a Valorização das Iniciativas Culturais.


CONPRESP

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp - é o órgão da secretaria que avalia e decreta edificações tombadas como patrimônio histórico da cidade.


Museus

Está sob o controle da Secretaria da Cultura órgãos que cuidam para preservar a história da cidades, os principais deles são a OCA, o Museu da Cidade, o Pavilhão das Culturas Brasileiras e o Centro de Memória do Circo.


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Isto não é tudo que a Secretaria de Cultura de São Paulo oferece aos paulistanos, eventos como a Virada Cultural e periódicos de divulgação de toda a sua programação - como a Revista Em Cartaz - são promovidos, em parte ou em todo, com a verba destinada a esta secretaria da cidade.

Antes de findar a postagem, quero ressaltar o nome do Secretário Municipal de Cultura Carlos Augusto Machado Calil (leiam um depoimento dele a Biblioteca Mário de Andrade), que desde 2005 está a frente da Secretaria de Cultura de São Paulo e fazendo este ótimo trabalho!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Alegoria do Nordeste

O tema já nem está mais tanto na mídia, entretanto, ainda é de vital importância para o país: o Nordeste. Muito polêmica foi gerada nas últimas eleições acerca do Bolsa Família e seus reais objetivos. Nos parágrafos abaixo vou explicar melhor a situação do Nordeste, para isso vou usar uma alegoria, todos devem conhecer o ditado popular "é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe", basicamente é o que acontece no Nordeste, mas vou ampliar o sentido para que todos entendam melhor tudo.

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Imaginem o Nordeste como uma enorme planície, com um buraco erosivo no centro (que deveria ser um lago - nesta alegoria imaginem-o como a infraestrutura do Nordeste) e algumas casas na ponta deste planície. Naturalmente há pouquíssima água nesse buraco, consequentemente há poucos peixes nele, que nem são suficiente para a alimentação da população local. Agora começa a intervenção do Governo, que dá peixes (os auxílios sociais como o Bolsa Família) para o povo. Além disso o Governo coloca um pouco mais de água no buraco, assim as poucas pessoas que sabem pescar conseguem pescar seu próprio peixe. Essa é a situação atual do Nordeste.

O ideal seria se o Governo enchesse o lago de água, e não somente isso, como também o fizesse propício ao desenvolvimento de uma espécie de peixe nativa da região, que se reproduzisse em abundância no lago. Mas até aqui isso não é suficiente, é necessário que o povo saiba pescar também, assim eles podem prover seu próprio sustento.

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Talvez a alegoria ainda esteja um pouco confusa, o que quero o que vocês entendam melhor o fato de o Governo investir dinheiro do país inteiro em programas sociais que não tem retorno algum, claro que o nordeste precisa de amparo, mas sobretudo ele precisa de infraestrutura e mão de obra qualificada para trabalhar nas indústrias e no comércio (quase inexistentes por lá - o que o governo deveria fomentar). Enfim, espero ter podido esclarecer melhor essa questão em mais esse Dia de Política.