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sábado, 22 de junho de 2013

Que país é esse?

"Nas favelas, no senado, tem sujeira pra todo lado.
Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação."

Que pais é esse? Há muito tempo os cidadãos deixaram essa questão de lado, ou se faziam, faziam calados. Agora soa nas redes sociais o "grito" de "o brasil acordou", vozes que tomaram as ruas e alcançaram um primeiro objetivo na cidade de São Paulo. Mas é doravante?

A foto acima representa pra mim um povo que há muito não se sente representado pelo seus governantes, escolhidos num sufrágio popular e que pela constituição deveria representar aqueles que os elegeram. Tomaram não somente o Congresso Nacional, também as vultosas Ponte Estaida e a Avenida Paulista, cartões postais do país. Vociferam contra o descaso do governo e da manipulação da mídia.

Exitem muitas pautas para serem discutidas. O país está longe de ser uma boa nação, mas está aberto o precedente. Os cidadãos assumiram seu papel na sociedade, começou nas ruas, porém, as mudanças não virão delas, mas sim do desacreditado poder público. Cabe agora a nós sabermos assumir nossa responsabilidade na nossa democracia.

Os movimentos não devem cessar, mas devem tomar forma, devem ter objetivos e propostas claras. O Brasil não mudará em meio ao caos, a atenção que o povo precisava nós já temos, espero que saibamos utilizá-la bem.

domingo, 4 de março de 2012

Políticos sem vergonha

Temos no Brasil um sistema político que funciona da seguinte forma: existem vários partidos que disputam sempre os mesmos cargos, boa parte deles por sufrágio popular, formando assim uma alternância no poder. Um dos problemas desse sistema é que ao se elegerem muitos candidatos não tomam para as responsabilidades das gestões anteriores. Explico melhor nos próximos parágrafos.

Vou fazer uma analogia com o mundo corporativo para exemplificar melhor. Imaginem que numa empresa exista o cargo de auxiliar administrativo e que é ocupado pelo José. José escreve relatórios e memorandos, além de cuidar de algumas outras funções internas. José exerce essas funções porque essas são as funções do seu cargo. Um dia José foi demitido por não entregar vários relatórios na data prevista, para suprir a falta deste a empresa contratou João, que ficou responsável por todas as funções de José, por estar no cargo de auxiliar administrativo, e ainda por cima de por em dia os relatórios que o José deixou atrasados.

O que ocorre na política é que um candidato que se elege a algum cargo deixa de lado as responsabilidades daqueles que o precederam, seja porque eles eram de outro partido ou por terem uma proposta diferente da sua. Nisso acaba que projetos são interrompidos ou gargalos na cidade ficam se acumulando porque ninguém quer assumir a bronca.

Um bom exemplo é a questão de mobilidade urbana da cidade de São Paulo, desde sempre ela foi planejada para automóveis, até hoje não foi apresentado um projeto alternativo que envolva transporte público e alternativos (como o ciclismo) como opções aos paulistanos. Quem fosse assumir a prefeitura agora deveria, além da sua própria proposta, tomar o cargo para si com vergonha declarada, falar ao povo que seus antecessores não fizeram o que tinha de ser feito e que ele, não como representante de qualquer partido, mas como atual prefeito da cidade irá assumir essa responsabilidade e fazer o que for possível para saná-la.

Utopia minha ou não, espero ter aberto portas para reflexões em suas mentes

domingo, 29 de janeiro de 2012

Drogas no Brasil

Mídia enfoca ações recentes e deixa de lado raiz do problema

O debate sobre as drogas no Brasil voltou a voga com a recente atuação do governo na Cracolândia, contudo, a mídia tem dado enfoque quase exclusivo a ação da polícia sobre essa questão. Como se ela sozinha fosse resolver os problemas das drogas no país. Ela pode até ser necessária, mas é se for a única a atuar será uma solução paliativa, e talvez até agravadora, do problema.

A raiz do problema das drogas no Brasil vem da educação, da falta de oportunidades e da desigualdade social, ou seja, problemas sociais. Uma frase do humanista Luigi Ciotti representa muito bem o que é ser um drogado: " O dependente químico é um ser humano que não consegue encontrar um sentido para sua vida. É aquele que se sente isolado, é frágil na relação consigo próprio e com os outros".

Antes de tudo, não estamos lidando com dependentes químicos, traficantes ou criminosos; são pessoas ali naquela situação deplorável e precisam de ajuda: médica, psicológica, social, política e ademais adjetivos que podem se estender ou minguar dependendo de cada caso.

Se quisermos extinguir o problema das drogas no Brasil - utopia para muitos - precisamos primeiro enxergar o cerne do problema, mobilizar educadores e pais de todo o país não numa campanha nacional, mas sim numa mudança de pensamentos, quebra de paradigmas e tomada de novas atitudes e iniciativas que nos levem a um futuro melhor e mais digno.

São tantas as ideias e tão poucas as ações que vou findar por aqui esta postagem e esperar que cada um reflita sobre o caso e tome suas próprias decisões, mas que não fique só nisso, que faça muito além, pois é disso que o Brasil precisa, de ações, individuais ou conjuntas que mudem a cara do país: de desigual para mais humano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Atuação do Estado na Cracolândia

Estado atua ineficazmente na Cracolândia

Vemos nos últimos dias a grande mídia trazer a voga a Cracolândia. Sem entrar no mérito da especulação – sendo que o problema é crônico e só vem a lume quando convêm as grandes corporações midiáticas – precisamos entender o que se passa num dos locais de consumo mais conhecidos do país.

A grande questão é a forma como o consumo da droga esta sendo combatido. Primeiro a policia intensifica o policiamento, aumentando tanto o número de policiais quanto o nível de envolvimento deles na região – isto inclui violência e prisões dos traficantes.

Isso acarretou uma dispersão dos usuários da região, o que segundo especialistas já era previsto. Outra consequência, esta sim a mais esperada, é a abstinência. Com o maior policiamento é esperado a diminuição da oferta de drogas, uma forma de tortura indireta aqueles pessoas segregadas e renegadas da sociedade.

O Estado espera que com isso eles procurem o sistema público como saída para o sofrimento. Entretanto, ainda não existe uma unidade especializada na região, prevista só para abril.

Um atentado aos direitos humanos ou uma ação necessária de opressão do Estado para o bem maior de todos? Fica a seu discernimento decidir, mas de qualquer forma foi uma ação mal planejada, que por qualquer fim ainda está inacabada e durará um bom tempo, sem conclusão previsível, positiva ou negativa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Plano nacional de combate às drogas

Mês passado o governo federal lançou o Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e outras Drogas, um projeto da União em articulação com os estados e municípios no combate a todos os tipos de drogas, embora seja voltado especialmente ao crack.

Depois do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dizer que o Brasil enfrenta uma epidemia de crack o governo lançou seu programa nacional que visa atuar em todas as frentes no âmbito de combate as drogas. Ao todo serão investidos 4 bilhões de reais nele.

O dinheiro será investido tanto em capacitação de professores e policiais visando a prevenção do uso de drogas. Será investido também em ampliação do policiamento nas fronteiras e nas regiões de maior consumo dentro do país. Campanhas, ações, leitos e profissionais voltados para este fim também serão financiados por este projeto.

Influência recente

O motivo por trazer este tema aqui no blog é a recente ação da Polícia Militar do estado de São Paulo na cracolândia, por mais que a ação já estivesse sendo planejada a algum tempo tudo indica que foi adiantada para que este programa do governo federal não alcançasse primeiro a região, fazendo com que esta bandeira fosse para a oposição, podendo influenciar as eleições deste ano.

Como sempre o Brasil é movido por desejos dos grandes, onde o programa Nova Luz também influenciou nesta ação da policia, caso contrario tudo isso já teria sido feito a muito tempo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que o Brasil quer ser quando crescer?

Já tratei deste assunto aqui neste blog, mas vou retomá-lo e se necessário for o farei outras vezes. Falo da forma de desenvolvimento que o Brasil esta seguindo: a do consumo em detrimento da natureza.

Há quem diga que o Brasil já é um país desenvolvido, outros dizem que falta pouco. Definições econômicas a parte, o que podemos colocar em evidência e por unanimidade é a forma na qual estamos alcançando esse desenvolvimento. Somos, além de capitalistas, uma sociedade consumista.

Estamos crescendo graças ao aumento do consumo da população como um todo; não estou aqui criticando a ascensão das pessoas a classe média, afinal de contas elas também fazem parte da população brasileira, se tomamos esse sistema consumista como base de nossa economia, eles também podem usufruir dele.

O grande problema é o cerne deste sistema; o consumo pelo consumo. Uma frase que gostei bastante de um professor da PUC, Ladislau Dowbor: "Essa filosofia de crescer por crescer só tem um paralelo na natureza, o câncer". É exatamente o que estamos fazendo com a Terra, consumindo-a por completo, até que ela chegue a seu limite e não tenhamos mais por onde crescer, nem como sobreviver.

A pergunta dessa postagem é exatamente sobre isso, o Brasil vem crescendo, mas ele quer ser como os EUA e os outros países ditos desenvolvidos? Isto é, quer ser uma nação que sacrificou sua natureza para se tornar industrializado, consumista e sedentário?

Essa é uma pergunta que deve ser feita a todos os brasileiros. Tenho certeza que as oligarquias que controlam o país vão arrumar um jeito de dizer que isso é bom, mas na verdade estamos somente dançando conforme a música mundial. E se continuarmos assim teremos que nos consumir cada vez mais para acompanhar o passo.

Talvez eu esteja sendo otimista demais, mas tenho certeza que o Brasil pode inventar o próprio passo, ou seja, formular uma nova forma de economia e desenvolvimento que não tenha como premissa a devesa dos recursos naturais, estes sim essências a vida humana, ou deveria dizer mundana?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

'A Privataria Tucana'

Jornalista Amaury Ribeiro Jr. lança livro sobre privatizações da era FHC

Após 12 anos de investigações neste 9 de dezembro finalmente é lançado o livro de Amaury Ribeiro Jr., renomado e premiado jornalista brasileiro, sobre os esquemas de privatizações sob o governo de Fernando Henrique Cardoso. 'A Privataria Tucana', como foi intitulado o livro, vendeu 15 mil exemplares no primeiro dia, e no quarto já havia acabado toda a primeira edição em todo o país.

Nas mais de 300 páginas da obra o jornalista expõe não somente as conclusões dos anos de investigação, há também vários documentos oficiais que embasam todas as suas afirmações. O principal personagem é o tucano José Serra, além de seus "parceiros" nos esquemas de lavagem de dinheiro e transações internacionais.

Tudo começou com investigações a pedido do jornal Estado de Minas, o qual Ribeiro Jr. trabalhava, sobre o adversário do mineiro e peessedebista Aécio Neves, que mesmo sendo do mesmo partido de Serra acabaram sendo adversários pela campanha presidencial.

Daí em diante houveram várias investigações, algumas publicadas antes do livro, que repercutiram nas últimas eleições e que levaram a um indiciamento da Polícia Federal a Ribeiro Jr. acusado pelos crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha.

Quem se interessou pelo livro ou pela história recomendo o site da Carta Capital para se obter mais informações, que aliás, foi um dos poucos veículos da mídia que deu a real importância ao caso. Essa disparidade foi sentida até mesmo na Câmara Municipal de São Paulo, onde vereadores petistas e peessedebistas discutiram sobre o clipping da Casa, veja o vídeo abaixo.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Panorama da semana

A partir desta semana o Panorama da semana será acompanhado da antiga seção Por alto dos antigos Resumos.
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Após ser adiada por três anos reforma administrativa pode ser votada nesta quarta-feira

Após sofrer algumas modificações e mudar de relatores por três anos a reforma administrativa pode ser finalmente votada no Senado nesta quarta-feira, 21.

A proposta atual pode reduzir em até R$ 150 milhões por ano os gastos da máquina administrativa do governo. Os cortes serão nos números de servidores, que hoje são em torno de 3.300 e serão reduzidos em 30%; na diminuição dos serviços terceirizados e revisão de contratos com o governo.

Devido a uma determinação do presidente do Senado, José Sarney, a proposta passa a ser tratada em regime de urgência “obrigando”o plenário votá-la semana que vem.


Limiar que proibia a construção de Belo Monte é revogada

Em setembro o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins junto a Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (PA) impediram as obras no Rio Xingu através de uma limiar na Justiça. Alegavam que as obras colocariam em risco a atividade de pescadores na região.

A limiar em nada alterou as obras da usina, que segundo a empresa Norte Energia – responsável pela construção da usina – as obras ainda não haviam alcançado o leito do rio.

De qualquer maneira, nesta sexta-feira, 16, o mesmo juiz revogou a limiar, liberando totalmente as obras. A decisão foi tomada após o magistrado apreciar dois pedidos de reconsideração, um da União e outro da Norte Energia S.A., afirmando que serão feitas obras de transposição, que permitirão a continuidade das atividades pesqueiras na região.


Prefeito sanciona lei que dá aumento de até 236% a funcionários da prefeitura

Considerado um projeto prioritário pelo prefeito Gilberto Kassab, a lei que dá aumento ao segundo escalão da prefeitura foi sancionada pelo mesmo esta sexta-feira.

A partir de 1º de janeiro subprefeitos, secretários-adjuntos, chefes de gabinete e dirigentes de autarquias e fundações receberão aumento, cujo maior será dos secretários-adjuntos (de R$ 5.455 para R$ 18.329). Segundo o prefeito o projeto será um legado para a cidade, trazendo maior interesse aos funcionários para deixarem de atuar no setor privado e se contribuir exclusivamente com a administração da cidade.


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Por alto

Plano SP 2040: consulta pública de projeto de diretrizes de desenvolvimento da cidade é prorrogada até dia 9 de janeiro.

Comissão da Verdade: assembleia de São Paulo aprova projeto que cria comissão também no Estado.

Cargos ao PSD: Câmara aprova criação de cargos para o novo partido.

Monotrilho no Morumbi: é aprovado na Câmara a construção do metrô aéreo.

Remédios mais caros: mudança no ICMS deixará genéricos mais caros ano que vem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Plano SP 2040

Prefeitura lança plano de diretrizes de desenvolvimento para as próximas três décadas

A cidade de São Paulo possuirá um plano de desenvolvimento em breve. Em setembro passado, no Seminário Internacional do Plano SP 2040, foi apresentado o projeto a sociedade, que já vinha sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e a Fundação de Apoio a Universidade de São Paulo (FAUSP).

O projeto é basicamente um conjunto de diretrizes para nortear o desenvolvimento da cidade nos próximos 30 anos. Parte dele já foi planejado e esta a disposição no site do plano (www.sp2040.net.br) ou no Scribd.

O plano esta numa segunda etapa de planejamento, que inclui consulta a população feita de diversas formas. Uma delas são perguntas feitas no próprio site (clique aqui para responder o questionário - embora seja recomendado conhecer um pouco do plano antes).

Por ora ele esta embasado em cinco eixos estratégicos, que são as principais vertentes em que o plano de desenvolvimento deve se focar. Um rápido resumo de cada uma delas abaixo:

Coesão Social: aqui o objetivo é tornar a cidade menos desigual em todos os âmbitos da sociedade; tanto no ponto de vista da renda, de gênero, de classe, de origem e etc., com projetos de inclusão social e de acesso a serviços públicos

Desenvolvimento Urbano: visa promover tanto o aumento de oferta de empregos nas regiões periféricas como melhorar toda a infraestrutura da cidade quanto a qualidade de vida da população.

Melhoria Ambiental: neste âmbito o projeto visa a despoluição dos rios e córregos da cidade, além da melhoria dos parques já existentes e a construção de diversos outros.

Mobilidade: a maior ênfase do plano é possibilitar o deslocamento da residência ao local de trabalho num tempo médio de 30min, através de diversos investimentos em infraestrutura e redistribuição de empregos.

Oportunidades de Negócios: e por fim pretende também aumentar a visibilidade da cidade, tanto no âmbito nacional quanto mundial, consolidando-a como centro financeiro não só do Brasil, como da América Latina, procurando sempre uma economia sustentável e de baixo consumo de carbono.


Vale ressaltar que o ideal do projeto é ser aplicado numa conjuntura de iniciativas públicas, privadas, da sociedade civil e de investimentos estrangeiros.

Quem se interessou, o plano possui um Twitter e um Facebook, saiba mais sobre ele nessas redes sociais ou no próprio site. Aproveite para responder a consulta pública e contribuir com sua opinião nos fóruns promovidos pelo site.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

(Des)Evolução no mundo

Antes de qualquer coisa ressalto que não sou nenhum economista nem sociólogo ou historiador, mas o que colocarei nos próximos parágrafos não é nada além do que qualquer um que análise, mesmo que superficialmente, nossa situação pode concluir – concordando ou não.

Há tempos ouvimos que os BRICS são os principais países em ascensão do mundo em desenvolvimento. Existe até o caso peculiar da China, onde o regime político – o socialismo – contrasta com o econômico – é inegável que ela seja capitalista neste sentido -, mesmo que isso fuja da regra na atual conjuntura da humanidade.

A grande questão é que o Brasil se encaixa neste grupo de países, tendo suas especificidades é claro. Mas nenhum deles foge a regra sobre a forma que estão se desenvolvendo: a custo da natureza.

Temos os claros exemplos da Europa e dos EUA, que devastaram boa parte de suas regiões naturais em detrimento de seus parques industriais e centros urbanos. Nas conferências internacionais sobre o clima são os mais cobrados pelo efeito estufa e demais consequências da intervenção do homem sobre os ecossistemas do mundo.

A reflexão que pretendo levantar é sobre o Brasil neste contexto. Estamos caminhando cada vez mais neste sentido; o do desenvolvimento em detrimento da natureza, e não aliado a ela. Fica claro este nosso pensamento (nosso vírgula, das oligarquias, porque o povo não decide isso) quando observamos a Amazônia, que poderia gerar riquezas infinitas se fosse explorada sustentavelmente, porém é depredada cada dia mais para um enriquecimento rápido e inconsequente.

Somos exemplo no mundo em energia, utilizamos energias renováveis e podemos até dizer que estamos avançados em alguns campos de pesquisa nesse sentido, contudo, se formos analisar como um todo, estamos seguindo o mesmo caminho destes outros países, enquanto temos potencial para mostrar ao mundo como se pode crescer sem findar com a natureza; afinal de contas, o home ainda depende dela, pois até onde sei ele ainda não é autótrofo ou produz sinteticamente em laboratório seu alimento.

Enfim, fica a questão dessa nossa forma de nos desenvolvermos, cujo preço será pago muito mais pelas futuras gerações do que a nossa, que mesmo assim já sofre com isso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ensino técnico: solução tardia para um problema crônico

Uma das bandeiras da campanha de Dilma foi a ampliação da oferta do ensino técnico no país. Dia 26 de outubro deste ano parte deste ideal começou a se tornar realidade com a efetiva criação do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

O programa tem certa complexibilidade, por alto se pode dizer que é a maior aposta deste governo no âmbito da capacitação profissional de jovens no país. Basicamente ele visa ampliar o acesso a cursos técnicos e profissionalizantes, focado em estudantes do nível médio e empresas interessadas em treinar seus funcionários.

O tema não é recente, há quantos anos o mercado brasileiro não clama por mão de obra qualificada? Por algum motivo o governo resolveu se preocupar com o assunto agora. Talvez o próprio mercado tenha exigido isso, outrora ele mesmo podia treinar seus profissionais, mesmo que isso lhe custasse um pouco mais; agora é necessário contratar um técnico e mesmo com este nível de formação lhe oferecer um treinamento mais específico, mas o “basicão” ele já sabe.

A grande questão que quero levantar aqui é a forma que o governo lida com os estudantes brasileiros, tanto jovens quanto adultos. Não é porque o brasileiro tem um mau ensino que o governo esta agindo agora, é porque o mercado precisa de pessoas mais qualificadas. Mas como pensar diferente num país capitalista?

E mais: o governo esta iniciando estes investimentos, até eles começarem a dar frutos o Brasil já importou muita mão de obra estrangeira para suprir sua necessidade. Isso se não continuar exportando mesmo depois da execução dos programas educacionais.

Tudo isso é reflexo de um país que não investe nem em educação nem em pesquisa. Sem falar na grade curricular obrigatória que não condiz com a sociedade contemporânea. Enfim, isso é outro assunto que até merece outra postagem, mas outro dia. Por hoje fica a reflexão do ensino técnico mesmo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Panorama da semana

A partir de hoje os Resumo da semana serão substituídos por uma nova classe de postagens chamadas de Panorama da semana. Agora ao invés de somente noticiar os acontecimentos haverá uma visão mais ampla sobre eles. Acredito que dessa forma o blog se torne mais produtivo, se acharem o contrário por favor me avisem.


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Ministro do Trabalho continua no cargo.

Por enquanto Carlos Lupi ainda é nosso Ministro do Trabalho. Ele é acusado de improbidade administrativa – acusado de peculato por ocupar cargos fantasmas na Câmara entre 2000 e 2006. Além disso estão sob investigação contratos de ONG’s com o ministério do Trabalho da ordem de mais de 10 milhões de reais, as quais Lupi é acusado de favorecer. Outras acusações envolvem seu partido (PDT) e o ministério controlado por ele.

Nenhuma das acusações até agora foi provada na justiça. Lupi afirmou sua inocência e fez declarações que não agradaram a presidente Dilma Rousseff, que por enquanto o mantêm no cargo, mesmo com a pressão da oposição e contrariando recomendações, por unanimidade, da Comissão de Ética Pública da Presidência da República que recomendou sua exoneração.

Esta semana até mesmo alguns membros do PDT começam a “pular do barco” do ministro antes que ele afunde, talvez pensando em preservar suas imagens para a mudança ministerial prevista para ano que vem pela presidenta.

Por ora é isso, ao que tudo parece, se Lupi não sair agora, não ficará depois da reforma, ou seja, questão de meses a mais ou a menos no ministério.


Votação do novo Código Florestal é adiada mais uma vez

O partido que parece estar mais engajado contra as novas propostas para o nosso Código Florestal conseguiu adiar sua votação mais uma vez. O PSOL alegou questões regimentais desta vez para adiar a votação, contudo, ecoam algumas vozes que o assunto esta sendo tratado com muita rapidez, ou melhor, sem a devida atenção (opinião contrária ao do Senado, que aprovou esta semana requerimento de urgência para o texto).

O assunto extrapolou os limites do congresso e da Câmara e chegou a ao menos a mais 1,3 milhão de pessoas, esse é o número de assinaturas no documento que a ex-Senado Marina Silva entregou esta semana a José Sarney, o presidente do Senado, contra o novo projeto que esta sendo deliberado pelas esferas políticas nacionais.

Por enquanto nada está definido, o que é certo é que a bancada ruralista é maior no congresso e que a população é contra as modificações no código. Quer saber mais sobre essas novas propostas, veja postagem do Dia de Política sobre o assunto, clicando aqui!


Disputa pela prefeitura de São Paulo

Há um pouco menos de um ano para a eleição que definirá o novo prefeito de São Paulo os dois principais partidos (PT e PSDB) parecem já ter seus candidatos acertados.

Fernando Haddad (atual ministro da Educação) não enfrentará prévias no PT e já é o pré-candidato do partido ao cargo. Pesquisas recentes mostram que ele possui baixo grau, tanto de reconhecimento quanto de rejeição. O que pesa a seu favor são os padrinhos políticos; Lula e Dilma o apoiarão em campanha.

Já no cenário tucano o futuro é mais nebuloso, inclusive com prévias no partido. Mas José Serra deve concorrer ao cargo, uma vez que o partido esta mais propenso a bancar Aécio Neves para presidente e Alckmin para governador nas próximas eleições. O que resta para Serra é a prefeitura ou o ostracismo político.

Vejam vídeos do programa É Notícia, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar entrevistando os dois candidatos: Haddad / Serra.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Expo 2020 pode ser sediada em São Paulo

Nesta quarta-feira São Paulo apresentou sua campanha para sediar a Expo Universal 2020

São Paulo tornou-se oficialmente uma candidata a sediar a Expo Universal 2020. Nesta quarta-feira (23/11) o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, e o vice-presidente da República, Michel Temer, lançaram em Paris a campanha para que a capital paulista sedie o evento.

A Expo Universal é considerado o terceiro maior evento do mundo (atrás somente da Copa do Mundo e das Olimpíadas), acontece a cada 5 anos desde 1851 e traz grande visibilidade e desenvolvimento as cidades que a sediam. Um exemplo é a própria Torre Eiffel, construída especialmente para o evento.

A última edição, e a maior de toda a história das exposições, ocorreu em 2010 na cidade chinesa de Xangai. Participaram mais de 190 países, mais de 50 organizações internacionais, além do fluxo de cerca de 75 milhões de pessoas durante os seis meses do evento.

Segundo o prefeito caso São Paulo seja escolhida o evento acontecerá no Centro de Convenções de Pirituba, que está em fase final de projeção e será o maior centro de eventos de mundo, com mais de 5 milhões de metros quadrados.

São Paulo concorrerá com mais quatro concorrentes, Ayutthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes), Izmir (Turquia) e Ekaterinburg (Rússia), e os temas da exposição propostos pela candidatura paulistana foram: Velhas e novas energias; Vitalidade e criatividade, novos estilos de vida; Dialogo de civilizações, mundo sem fronteiras; Inclusão social e serviços públicos; Caminhos para pessoas e comércio.

O processo de escolha é longo é exige várias apresentações. A cidade escolhida só será anunciada em 2013.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ficha Limpa é aprovada no Rio de Janeiro

Assembleia Legislativa do Rio de Janeira aprova Ficha Limpa para as três esferas de poder no estado

Em votação ontem o Plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou o PEC (projeto de emenda constitucional) que exige a "Ficha Limpa" a candidatos a ocupar cargos comissionados nos três poderes do estado.

Por se tratar de um PEC não precisará de sanção do governador Sergio Cabral e entrará em vigor assim que publicada no Diário Oficial do estado.

Com informações de O Globo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Novo Código Florestal


Um dos temas mais polêmicos atualmente no Brasil são as mudanças propostas para o nosso Código Florestal. Por ser um tema bem complexo e de grande importância para todos nós resolvi analisar a questão a fundo e produzir esta postagem, além dela o Dia de Política promoverá um novo debate acerca do tema, dia 19 (sábado) às 21h, no perfil discussoesbr@hotmail.com do MSN.

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            Antes de qualquer coisa, o que é o Código Florestal? É uma seção da legislação brasileira que define regras sobre o que pode ou não ser explorado das florestas do país. Ele define, além de outras medidas, as APPs (Áreas de Preservação Permanente) e as Reservas Legais, que são os principais mecanismos que protegem as florestas ou cerceiam a atuação dos produtores no Brasil – e neste ponto que entra a polêmica do código.
            A grande discussão entre ambientalistas e ruralistas é que, sobe o ponto de vistas destes, o código atual limita muito o crescimento da atividade agropecuária no país, enquanto que aqueles defendem que o código deve ser aprimorado ampliando as proteções as florestas.
            Nos próximos parágrafos vou explicar melhor tudo isso.


            História

            O primeiro código foi criado em 1934 pelo governo Getúlio Vargas, reformulado em 1965 em vigência do presidente Castello Branco, além de várias emendas e medidas provisórias que alteraram seu conteúdo (vou falar das mais importantes no decorrer da postagem).
            Mas para entendermos melhor a função deste código é necessário lembrar de acontecimentos anteriores a ele, principalmente sobre as formas de exploração da natureza com fins econômicos durante o decorrer da história do Brasil. Me refiro principalmente aos anos coloniais, onde a principal atividade econômica brasileira era o extrativismo e o plantio de uma única cultura para exportação (o que exigia retirar a natureza local para se poder produzir).
            Essa forma de explorar a natureza continuou depois da independência do país, e perdura até os dias atuais, sejam pelas consequências que ela causou ou pelo projeto econômico que deixou nos locais em que foi implantado.
            Destarte, o governo criou uma legislação específica sobre a exploração e a preservação de áreas naturais no país, leis que não se aplicam somente a Amazônia, mas para todo o país. Essas leis sofreram diversas modificações ao longo dos governos, vamos focar aqui o projeto vigente e as mudanças propostas nele.


            Mudanças nas APPs e Reservas Legais

            Segundo o código atual as Áreas de Preservação Permanentes são a vegetação nativa de margens de rios, lagos e nascentes (tendo como referência o período das cheias); várzeas e mangues; matas de restinga; encostas; topos de morros; e áreas com altitude superior a 1.800 metros. Segundo o código vigente as APPs englobam as seguintes áreas:
            - 30 metros para cursos d’água de até 10 metros de largura;
            - 50 metros para cursos d’água ente 10 e 50 metros de largura e no entorno de nascentes de qualquer dimensão;
            - 100 metros para cursos d’água entre 50 e 200 metros de largura;
            - 200 metros para cursos d’água ente 200 e 600 metros de largura;
            - 500 metros para cursos d’água com largura superior a 600 metros;
            - 100metros nas bordas das chapadas.

            A proposta atual, que foi aprovada na Câmara dos Deputados em 24 de maio deste ano, mantém boa parte destes parâmetros, contudo, propõem concessões em diversos casos. As principais modificações propostas são:
            - admitir culturas lenhosas perenes, atividades florestais e de pastoreio nas APPs de topo de morro, encostas a altitudes superiores a 1.800 metros;
            - para cursos de água de até 10 metros de largura prevê a preservação de somente 15 metros de mata ciliar (metade do código vigente);
            - permite a manutenção de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural nas APPs se estiverem em áreas consolidadas até 22 de julho de 2008;
            - outras atividades poderão ser liberadas por conselhos estaduais.

            No atual Código Florestal as Reservas Legais são as proporções dos terrenos de uma propriedade em que a mata nativa não pode ser explorada. No código vigente essa porcentagem que deve ser obrigatoriamente preservada é calculada excluindo as APPs e varia de acordo com a região, onde:
            - na Amazônia Legal equivale a 80% da propriedade;
            - no Cerrado a 35% da propriedade;
            - demais regiões e biomas do país é de 20% da propriedade.

            Concessões de exploração podem ser feitas por órgãos municipais, estaduais e federais (como o SISNAMA e o IBAMA).

            No código em discussão as porcentagens da propriedade em que a preservação da mata nativa é obrigatória não varia, entretanto, as áreas de APPs podem ser incluídas no cálculo caso estas estejam preservadas e não implique em novos desmatamentos na propriedade.
            Outro mudança são para pequenas propriedades, onde aquelas que possuírem até 4 módulos fiscais (módulo fiscal é uma medida determinada pela INCRA, contudo, ele varia de estado para estado, entre 5 e 100 hectares) poderão considerar como Reserva Legal a vegetação nativa existente desde 22 de julho de 2008, sendo ela uma APPs ou não.
            Além disso admite-se exploração econômica das Reserva Legais com autorização do SISNAMA e a supressão das matas nativas de acordo com o órgão responsável pela área (que pode ser municipal, estadual ou federal).


            Áreas consolidadas, punições e anistia

            Áreas consolidadas são regiões de APPs ou de Reservas Legais que foram degradadas ou utilizadas para alguma atividade produtiva (edificações, benfeitorias e atividades agrossilvopastoris). Na atual legislação estas áreas devem ser recompostas, regeneradas ou compensadas obrigatoriamente, enquanto que as modificações em discussão dispensa as pequenas propriedades (até 4 módulos fiscais) de recompor essas áreas.
Abrangendo todas as propriedades, o projeto de lei em discussão define que quem desmatou antes das definições dos percentuais de reservas legais (ano 2000) deverá manter as áreas de proteção segundo a lei vigente da época.
           
            Quanto às punições, o atual código prevê pena de três meses a um ano de prisão e multa de 1 a 100 vezes o salário mínimo para quem descumprir qualquer uma das exigências da lei além de sanções ao produtor não tiver sua Reserva Legal registrada no cartório competente.
            O código que está sendo discutido propõe as seguintes mudanças:
            - isentar proprietários rurais de multas e sanções por utilização irregular até 22 de julho de 2008;
            - para ter o perdão das dívidas o produtor deverá se comprometer, legalmente, a regularizar sua propriedade segundo os novos parâmetros da lei;
            - produtor que se inscrever Cadastro Ambiental Rural e aderir ao programa de regularização será suspenso de qualquer punição.

            A anistia esta inclusa nas modificações descritas acima, onde, segundo os ambientalistas, são punições muito brandas e causarão devastação legalizada a floresta a ponto de prejudicar todo o ecossistema, principalmente o amazônico.


            Emenda 164

            Uma emenda constitucional alterou o texto aprovada na Câmara dos deputados, esta que determina algumas exceções quanto as APPs, são elas:
            - a manutenção de atividade agrossilvopastoris, de ecoturismo e de turismo rural se estiverem em áreas consolidadas até 22 de julho de 2008;
            - outras atividades poderão ser permitidas pelos estados por meio do PRA (Programa de Regularização Ambiental);
            - atividades de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto ambiente serão definidos por lei.


            Ambientalistas Versus Ruralistas

            O principal argumento dos ruralistas para as modificações propostas em nosso Código Florestal – que é um dos mais rígidos e completos do mundo – é que ele engessa o crescimento da agropecuária brasileira – diminuindo nossa competitividade no mercado internacional -, além de prejudicar a agricultura familiar em todo o país.
            Refutando os argumentos dos ruralistas, estudos da USP revelam que a área cultivável do Brasil pode ser dobrada caso as áreas que hoje destinam-se a pecuária de baixa produtividade fossem realocadas para o cultivo agrícola.
            Além disso, pesquisadores da USP, UNESP e UNICAMP publicaram cartas em revista internacional alertando que caso o novo Código Florestal seja aprovado haverá um decréscimo acentuado na biodiversidade, um aumento da emissão de gás carbônico, ampliação das áreas afetadas pela erosão do solo, o que implicará em mudanças climáticas drásticas para os moradores da região amazônica.
            Outras pesquisas também indicam que o código vigente não prejudica a agricultura familiar, contudo, não são dados precisos, pois são estudos generalizados, não pesquisas de campo em contato com o ambiente e com a vida destes pequenos produtores.


            Economia

            Um fator importante que deve ser levado em consideração na análise desta polêmica é a importância da agropecuária na balança comercial brasileira. A quem não saiba, a balança comercial é a diferença entre as exportações e as importações de um país. Onde, normalmente, quando as exportações superam as importações é sinal de crescimento.
            No caso do Brasil temos uma balança comercial positiva, vendemos para o exterior mais do que compramos. Até aqui tudo bem, mas quando estudamos mais a fundo percebemos que nossa balança comercial só é positiva graças à agropecuária. Vou explicar melhor.
            Se separarmos nossas importações e exportações por setores, como eletrônicos, produtos manufaturados, vestuário, e etc., percebemos que as commodities (forma com que chamam os produtos do setor primário nas bolsas de valores) são de importância vital para nosso crescimento, ocupando cerca de 60% da nossa pauta exportadora.
            Ou seja, nos outros segmentos nossa balança comercial ou é deficitária (compramos mais que vendemos), ou estamos bem próximos desse patamar, enquanto que nas commodities o cenário é completamente diferente, vendemos muito além do que compramos.
            Desta análise temos que considerar que o crescimento da agropecuária é importante para o Brasil, contudo, crescer não significa somente plantar em mais áreas, mas também ser tornar mais produtivo por área plantada, ou melhor dizendo, melhorar as técnicas de plantio para produzir mais onde já existem plantações – que é o argumento dos ambientalistas nesse âmbito.


            Situação atual

            O projeto do novo Código Florestal foi aprovado na Câmara dos Deputados em 24 de maio deste ano e desde então está em discussões em diversas comissões do Senado federal (entre elas a Comissão do Meio Ambiente – CMA). Nestas discussões surgiram diversas novas emendas.
            Após a análise destas comissões o projeto vai para o Plenário do Senado, depois volta para a Câmara dos Deputados, onde será decidido qual texto irá para a sanção ou veto da presidente - ou o que a Câmara aprovou em maio ou o texto que vier do Plenário.


            Movimentos envolvidos


Sem mais delongas, quem estiver interessado em saber mais sobre estas discussões vou listar alguns links abaixo. Ademais, reforço o convite para participarem do debate dia 19, as 21h via MSN. Basta adicionarem o perfil discussoesbr@hotmail.com e trazer seus pontos de vista para a discussão.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Que País É Esse?

Em homenagem aos 15 anos da morte de Renato Manfredini Júnior.

"Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?"


Renato Russo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Kassab altera o jogo

Soraya Aggege - Carta Capital

"Reprovado em seu governo por quase um terço da população, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é um enxadrista. Tanto que conseguiu movimentar quase todo o tabuleiro político do País sem enfrentar as urnas. Em seis meses, desde que Kassab decidiu abandonar o combalido DEM e fundar o PSD, a configuração das forças políticas do Congresso Nacional, de 18 estados e centenas de municípios tem mudado profundamente. Opositores e parceiros concordam que o jogo de Kassab desenhou um novo cenário político nacional: as forças do centro ganharam corpo, enquanto a oposição encolhe a cada dia e a esquerda amplia suas concessões."
[...]

Leia o artigo completo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia Mundial Sem Carro

Hoje, dia 22 de setembro, é definido como o Dia Mundial Sem Carro. Um movimento iniciado em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século XX, desde então vem se disseminando por todo o mundo. A intenção é causar reflexões sobre os modos de vida que levamos, sobretudo em como utilizamos o automóvel em nosso cotidiano.

Esta reflexão cabe muito bem aos cidadãos paulistanos, ou de qualquer um que viva numa capital ou grande cidade brasileira, onde os projetos urbanos são feitos pensando na locomoção por carros.

Estradas, viadutos, cruzamentos, faixas, até mesmo os semáforos estão ali em detrimento aos veículos motorizados, enquanto os pedestres precisam esperar a sua vez (que quase sempre são poucos segundos para atravessar uma grande via - grande porque foi feita para o grande número de carros que passa por ali).

A saída que o governo poderia (deveria) nos oferecer é um transporte público de qualidade, o que sabemos não acontece. São linhas de metrô, trem e ônibus saturadas, desconfortáveis e algumas vezes com equipamentos em situações precárias (houve recentemente renovação da frota de ônibus em São Paulo, mas isso é um problema nacional).

Onde estão as ciclovias? Existem faixas de pedestres suficientes? Temos uma alternativa viável ao carro? O transporte público atende as nossas necessidades? Pagamos poucos impostos e o governo não tem o que investir nessa área?

Poderia ficar o dia inteiro fazendo diversas perguntas e chegaríamos a mesma conclusão, São Paulo foi estruturada para carros, mas já não tem infraestrutura que comporte a quantidade de automóveis que circulam diariamente por ela, e ainda mais, não houve investimento e nem planejamento urbano para transportes alternativos. Em resumo, se todos que usam carro fossem para o transporte público este entraria em colapso; se todos que utilizam o transporte público usarem um carro, idem.

Em meio a tudo isso fica a pergunta: todo o dinheiro investido nessa estrutura para carros valeu a pena? E ainda uma questão maior:

A cidade é feita para os carros ou para as pessoas?

domingo, 18 de setembro de 2011

Resumo da semana

Resumo da semana!

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Novo ministro do Turismo

Após denúncias de ter pago uma governanta com verba pública e de sua mulher utilizar um servidor público como motorista particular Pedro Novais pediu demissão, nesta última quarta-feira, do cargo de ministro do Turismo. Assumiu em seu lugar o deputado peemedebista Gastão Vieira.

Ligado a família Sarney, o novo ministro foi muito criticado, muitos esperavam uma indicação mais técnica do que política para o cargo, ainda mais neste anos em que precedem eventos internacionais importantes no Brasil (Copa e Olimpíadas.)

O novo ministro já foi acusado de favorecer redutos eleitorais no Maranhão, seu colégio eleitoral, em projetos do governo. Sua carreira é eminentemente ligada a área de educação. Um dos grandes fatores que pesou em sua escolha é o fator de ser 'ficha limpa'.


Transporte urbano

Esta semana a Comissão de Serviços e Infraestrutura (SI) aprovou a criação de uma Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), seguindo uma tendência mundial acerca dos transportes municipais.

Em suma o texto prioriza o transporte não-motorizado sobre o motorizado; a priorização de projetos de transportes coletivos; a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos; entre outras regras.

O texto foi definido como Decisão Terminativa, ou seja, tem valor de uma decisão do Senado e deve ir direto a sanção da presidente.


Financiamento da saúde

A polêmica Emenda 29 poderá ser votada no dia 28 deste mês, contudo, o governo já anunciou que não vai discutir, este ano, novas fontes para a saúde.

Muitos políticos refutam a criação de um novo imposto, foi sugerido desde a regulamentação dos bingos até a utilização de royalties do pré-sal neste âmbito. Por ora só há discussões e nenhum resolução mais evidente nas esferas do poder público brasileiro.


1º Festival da Cultura Canábica

O evento estava programado para acontecer nesta última sexta, dia 16, no campus Monte Alegre, em Perdizes (zona oeste de São Paulo), da PUC (Pontifícia Universidade Católica), contudo, o reitor, Dirceu de Mello, suspendeu as aulas e todas as atividades da universidade para impedir a realização do festival.

Apesar de ter 6.000 confirmações na rede social Facebook, somente cerca de 50 pessoas compareceram as portas da universidade. O evento acabou se tornando uma festa regrada a cerveja e reggae. Há um inquerido no 23º DP (Perdizes) investigando o caso.


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Por alto

Folhaleaks: grupo cria seção em site para envio de documentos de forma anônima.

PSD: procuradora apoia veto ao novo partido.

RDC: Dilma defende Regime Diferenciado de Compras.

Língua Portuguesa: projetos preveem disseminação da língua pelo mundo.

Correios: funcionários de todos os estados estão de greve desde o dia 14.

São Paulo: governo federal investirá R$3,05 bilhões em infraestrutura.

domingo, 4 de setembro de 2011

Resumo da semana

Olá novamente caros leitores! Só não mudo o dia do Resumo da semana para domingo porque senão ela vai atrasar para segunda!

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Ficha Limpa pode não valer para nenhuma eleição

Após não ter validade para as eleições de 2010, devido ter sido aprovada a menos de um ano para o pleito eleitoral, a lei de autoria popular está sendo discutida nas esferas do poder público e pode ser impugnada definitivamente da legislação brasileira.

Políticos contra a lei afirmam que ela desrespeita o princípio constitucional da presunção de inocência, ou seja, que ninguém é culpado até uma decisão da justiça quanto ao caso.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Partido Popular Socialista (PPS) são favoráveis que o Supremo Tribula Federal dê constitucionalidade a lei, enquanto a Confederação Nacional das Profissões Liberais quer que a corte declare-a inconstitucional.


Votação do novo Código Florestal é adiada novamente na Câmara

Após a leitura de quase todas as 86 páginas do relatório, que agradou a ruralistas e foi criticada por ambientalistas, adiou-se novamente a votação na CCJ. Sendo que após ser aprovado por ela o código terá de passar pelas comissões comissões de Agricultura, Ciência e Teconologia e Meio Ambiente antes de ir para o Senado.

As antigas discussões foram acentuadas, embora dessa vez ruralistas não tem nada contra a proposta apresentada, contudo, por parte dos ambientalistas ela está totalmente contra os princípios de preservação ambiental.

A votação acontecerá provavelmente no dia 14 de setembro, após os juristas terem discutido aspectos constitucionais do texto.


Prefeito Gilberto Kassab veta projeto do "Dia do Orgulho Hétero"

Como já havia antecipado prefeito de São Paulo veta o projeto do vereador Carlos Apolinario (DEM) de criar um feriado para os heterossexuais na cidade.

Ao rejeitar o projeto Kassab argumentou que não há sentido em comemorar o orgulho de uma maioria que nunca sofreu discriminação. Para que o veto seja mantido o prefeito precisa do apoio de pelo menos 19 vereadores em sua decisão.


Novo imposto para a saúde

Esta sendo discutido uma nova fonte de renda para a saúde no governo brasileiro. A antiga CPMF é mal vista perante os cidadãos, devido a todo o seu histórico de corrupção. Houve menções até a regulamentação de bingos para que imposto fosse redirecionado para o setor da saúde.

A própria presidente Dilma declarou que não é possível investir, hoje, no Brasil em saúde sem uma nova fonte de renda, qualquer outro discurso é demagogia segunda a comandante suprema do Executivo nacional.

Até a aprovação da emenda 29, que define um teto mínimo para a União, Estados e Municípios investirem em saúde está em discussão, embora essa emenda não defina de onde esses recursos devem vir.


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Por alto

Limites a imprensa: líder do PT defende a discussão de regulamentações para a imprensa nacional.

Oposição: Aécio e FHC dizem que oposição deve apoiar a "faxina" do governo.

PSD: após pedir registro no TSE partido é contestado por DEM e PTB.

Metrô - Linha 5: contratos da expansão da linha podem ser anulados.

Salário Mínimo: orçamento de 2012 prevê mínimo de R$619,21.

MEC: ministério distribuirá tablets em escolas públicas em 2012.